Thiago Camelo Mourão


Willy Baccaglini


Flavio Adorno Rosa

ESU desenvolve novos estudos epidemiológicos

Pesquisas avaliam problemas da prática urológica, adesão a tratamentos, impacto da Covid-19 e situação da Urologia nas novas escolas médicas do Brasil

Umas das atribuições das Sociedades de especialidades é conhecer dados epidemiológicos a respeito dos seus pacientes e suas principais afecções, além dos colegas envolvidos nesses tratamentos.

Em 2005 conduzimos estudos epidemiológicos sobre câncer de próstata na SBU-SP. Posteriormente, na SBU Nacional, houve estudos epidemiológicos sobre câncer de pênis, bastante citados na literatura, e o estudo epidemiológico sobre câncer renal com cerca de 500 casos. Uma das tônicas desses projetos sempre foi oferecer a oportunidade de participação ativa dos urologistas não ligados a centros universitários e afastados da vida acadêmica em pesquisas científicas.

Retomando esse caminho, o Departamento de Estudos Epidemiológicos da Escola Superior de Urologia, liderado pelo Dr. Stênio de Cássio Zequi, já iniciou suas atividades e tem como membros três jovens urologistas: Dr. Thiago Camelo Mourão (SP), Dr. Willy Baccaglini (SP) e Dr. Flávio Adorno Rosa (GO).

Estão em andamento três projetos.

Será realizada uma pesquisa sobre a percepção dos urologistas e as providências por eles tomadas durante a fase de desabastecimento de BCG para tratamento de câncer de bexiga não músculo invasivo. Será avaliado como os colegas sentem a situação dos seus pacientes, se verificam progressão da neoplasia e como estão contornando esse problema. Além disso, serão analisados perfis dos colegas participantes.

O segundo estudo é a respeito de uma situação comum no consultório: muitos pacientes após a prostatectomia radical não iniciam ou não aderem aos tratamentos de reabilitação da função erétil. Às vezes são necessárias várias consultas para “convencer” ou “desmistificar” aspectos ligados a tomada de inibidores da 5PDE. O estudo investigará a percepção dos colegas, como os associados em seus diversos níveis de formação e experiência se posicionam frente às opções de reabilitação sexual e se as empregam rotineiramente. Tentaremos discutir os problemas de ordem pessoal, econômica, familiar, social etc. envolvidos ou não no sucesso ou não dessas opções terapêuticas aos pacientes.

Outro assunto importante: no Brasil atualmente há mais de 400 escolas médicas autorizadas pelo Conselho Federal de Medicina, algumas em processos de autorização ou mesmo não autorizadas. Muitas são escolas novas, surgidas após o ano 2000 e principalmente após 2008. Nesse importante estudo vamos avaliar quantas escolas têm a disciplina de Urologia no currículo, qual o perfil dos professores, quantos professores a disciplina dispõe, qual carga horária, qual a situação profissional desses colegas e qual a associação da disciplina com o serviço de Urologia disponível nos respectivos internatos e a eventual presença de serviços de residência médica em Urologia reconhecidos ou não pela SBU. Nesse projeto esperamos realizar uma fotografia na nova academia. Esperamos saber quais as necessidades dos novos colegas responsáveis pelo ensino urológico do Brasil e do futuro.

Metodologia

Esse estudo será na forma de enquetes virtuais enviadas aos nossos associados, que são rápidas e facilmente respondidas através de aplicativos móveis. Em breve enviaremos detalhes e convidaremos todos os membros a participar.

Estudo sobre o impacto da Covid-19 nos urologistas e nos residentes de Urologia

Como sabemos, a pandemia da Covid-19 vem tendo enorme impacto no cotidiano de todas as pessoas e alterações na rotina profissional, na situação econômica e na psiquê de praticamente todas as pessoas. Médicos, por estarem na linha de frente, são diretamente impactados. Com os urologistas não seria diferente. Deste modo o Dr. Cristiano Mendes, em associação com os Drs. João Victor Teixeira Rodrigues e Alfredo Felix Canalini, organizaram dois abrangentes questionários que avaliam o impacto dessa complexa virose em praticamente todos os aspectos da vida pessoal e profissional, tanto para os urologistas já formados quanto para os residentes em Urologia, que por um lado enfrentam casos na linha de frente e por outro estão tendo seu volume cirúrgico fortemente impactado na pandemia.

 Departamento de Estudos Epidemiológicos da Escola Superior de Urologia da SBU

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