SBU participa de reunião com a AMB

No dia 18 de fevereiro, a SBU participou de reunião da Comissão de Defesa Profissional da AMB, a primeira da nova diretoria da entidade. Participaram 64 colegas, entre eles o atual presidente, Dr. Cesar Fernandes, o presidente da Comissão, Dr. Fernando Macedo, além de representantes das Sociedades de especialidade afiliadas à AMB. Drs. Rodrigo Monnerat, presidente da Comissão de Valorização Profissional, Roni Fernandes, diretor de Comunicação, e Alfredo Felix Canalini, secretário-geral, representaram a SBU no encontro.

Inicialmente discutiu-se os aspectos da proliferação das escolas médicas – temos atualmente 345 cursos, o que faz do Brasil o país com o segundo maior número absoluto de faculdades de medicina, perdendo somente para a China e estando à frente da Índia, ambos com populações muito maiores do que a brasileira. Se considerarmos a relação desse dado com o número de habitantes, a distorção fica mais evidente ainda, e talvez com profissionais mal preparados devido às deficiências de ensino que podem ser encontradas em alguns cursos.

Nesse primeiro encontro, Dr. Macedo citou os quatro aspectos que merecerão maior atenção da AMB nesse primeiro momento: a carreira médica, o SUS, a saúde suplementar e a telemedicina, citando a CBHPM, que deveria servir como referência de remuneração mínima dos médicos. Ele mencionou ainda a importância de reforçar o IBDM e aumentar a bancada de médicos nos órgãos legislativos. Isso facilitará a reavaliação da Lei do Ato Médico (12.842/2013) e a criação da carreira de médico. A aprovação da lei que estabelece a prova de suficiência em medicina ao final do curso para permitir o registro dos profissionais nos CRMs será uma forma de filtrarmos os alunos mal preparados.

Ouro aspecto importante é o contrato das operadoras com os prestadores de serviço. Qual são as regras para essa contratação? Os contratos e os patamares de remuneração são os mesmos? A Lei 9.658/1998, que criou a saúde suplementar, precisa ser revista.

A situação atual é de uma assistência inadequada em todos os níveis, inclusive nas tabelas de remuneração, que são impostas pelas operadoras para os prestadores. Não há padrão, não há regulamentação.

Após essas explanações houve um debate intenso, com todas as dificuldades que são enfrentadas pelos médicos. Não muito diferentes pelas quais nós, urologistas, passamos.

Essa primeira reunião serviu para que conhecêssemos a atual diretoria. Nas próximas reuniões discutiremos os pontos específicos e o que será feito para melhorar essa situação.

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