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Perder urina não é normal: condição tem tratamento e deve ser investigada
Na campanha Saia do Molhado, Sociedade Brasileira de Urologia alerta que incontinência urinária não deve ser encarada como consequência natural do envelhecimento
Ela pode se manifestar inicialmente por pequenos escapes de urina ao tossir, rir, espirrar ou praticar exercícios, podendo evoluir gradualmente para perdas mais significativas. Mais comum em mulheres após a gestação e durante a menopausa, além de afetar com frequência a população idosa, a incontinência urinária é uma condição que, muitas vezes por constrangimento ou desinformação, acaba sendo negligenciada. Estima-se que cerca de 10 milhões de brasileiros convivam com o problema.
Em 14 de março é celebrado o Dia Mundial da Incontinência Urinária. Para reforçar a importância de buscar avaliação e tratamento especializados, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) promove, ao longo do mês, a campanha Saia do Molhado, incentivando a informação, o diagnóstico precoce e o cuidado adequado.
“Muitas pessoas convivem por anos com escapes de urina, em silêncio, por constrangimento ou desinformação. Acabam adotando medidas paliativas, como o uso contínuo de fraldas e absorventes, ou até evitando o convívio social por medo de episódios em público. Com a campanha Saia do Molhado, queremos reforçar que a incontinência urinária tem tratamento e incentivar a população a buscar avaliação com um urologista para receber o cuidado adequado e recuperar sua qualidade de vida”, enfatiza Dr. Roni de Carvalho Fernandes, presidente da SBU.
Diferentes tipos de incontinência
A incontinência urinária pode se apresentar de formas distintas, de acordo com os sintomas predominantes:
De esforço – caracteriza-se pela perda de urina ao realizar atividades que aumentam a pressão abdominal, como tossir, rir, espirrar, praticar exercícios ou carregar peso. É o tipo mais comum entre as mulheres, correspondendo a cerca de 40% a 70% dos casos.
De urgência – é marcada por uma vontade súbita e intensa de urinar, geralmente difícil de controlar, muitas vezes sem tempo hábil para chegar ao banheiro.
Mista – ocorre quando há associação dos sintomas de esforço e de urgência, combinando características dos dois tipos anteriores.
Alguns fatores aumentam as chances
Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver incontinência urinária. Entre os principais, destacam-se:
- Gravidez e parto vaginal
- Menopausa
- Envelhecimento
- Obesidade
- Constipação intestinal crônica
- Tabagismo
- Diabetes
- Doenças neurológicas (como AVC e Parkinson)
- Cirurgias pélvicas e da próstata
- Sedentarismo
“A incontinência urinária rouba algo essencial das pessoas: a sensação de segurança sobre o próprio corpo. Muitos pacientes passam a viver em estado permanente de alerta, com medo de um escape em público. Isso leva ao isolamento, à perda da autoestima e, muitas vezes, ao sofrimento emocional silencioso. O mais grave é que ninguém deveria aceitar isso como parte natural e inevitável da vida — porque não é. A incontinência tem tratamento, e recuperar essa liberdade é possível” ressalta Dra. Karin Jaeger Anzolch, diretora de Comunicação da SBU.
Pesquisa brasileira avaliou prevalência
Publicado em 2018, o primeiro e até o momento único grande levantamento realizado no Brasil* sobre o tema entrevistou 5.184 pessoas — 53% delas mulheres — com o objetivo de avaliar a prevalência e o grau de incômodo causado pelos sintomas do trato urinário inferior (LUTS, na sigla em inglês) em homens e mulheres com 40 anos ou mais, residentes em cinco grandes cidades brasileiras.
Entre os resultados, destacam-se:
- 75% dos entrevistados relataram apresentar algum tipo de sintoma urinário (69% dos homens e 82% das mulheres).
- Sintomas de intensidade moderada a grave foram identificados em 21% dos homens e 24% das mulheres.
- Cerca de 39% dos participantes afirmaram que se sentiriam "muito insatisfeitos", "infelizes" ou que seria "terrível" passar o resto da vida com a condição urinária atual.
“Os dados mostram que estamos diante de um problema de grandes proporções e ainda invisível. Quando uma pessoa diz que seria ‘terrível’ viver o resto da vida com aquela condição urinária, isso revela o tamanho do impacto na sua dignidade e bem-estar. Não estamos falando apenas de um sintoma físico, mas de algo que afeta profundamente a qualidade de vida. Isso reforça a urgência de ampliar a conscientização e garantir que as pessoas saibam que existe diagnóstico e tratamento”, reforça Dra. Karin.
Tratamento não deve ser negligenciado
Ao notar os primeiros sinais de escapes de urina, é essencial procurar um urologista para diagnóstico e início do tratamento.
Atualmente as opções terapêuticas incluem:
- Uso de medicamentos
- Fisioterapia do assoalho pélvico
- Mudanças comportamentais, como reduzir o consumo de cafeína, moderar a ingestão de líquidos, parar de fumar, tratar a constipação e praticar atividade física regularmente
- Aplicação de toxina botulínica na bexiga, em casos selecionados
- Implante de neuromodulador sacral (espécie de marca-passo para recuperar a função normal da bexiga)
- Procedimentos cirúrgicos, como a implantação de sling ou de esfíncter urinário artificial.
“O tratamento da incontinência urinária é fundamental para recuperar a plena qualidade de vida. A recente incorporação do esfíncter urinário artificial ao âmbito do SUS permitirá que esse tratamento de custo elevado seja oferecido à população em larga escala. A pesquisa de drogas com ação em novos alvos terapêuticos e de novos dispositivos de neuromodulação periférica implantáveis encontram-se em fase experimental avançada e poderão trazer alento aos casos mais desafiadores”, esclarece Dr. Cassio Riccetto, coordenador do Departamento de Disfunções Miccionais da SBU.
“Embora possa acometer ambos os sexos, a incontinência urinária é mais frequente nas mulheres. E o que vemos, na prática, é que muitas passam anos priorizando o cuidado com os outros e silenciam suas próprias dificuldades — incluindo as perdas urinárias — seja por vergonha, medo ou pela crença equivocada de que esse é um preço inevitável da condição feminina, da maternidade, da menopausa ou do envelhecimento. Mas não é. Nenhuma mulher deve conviver com isso de forma resignada. Enfrentar o problema sem preconceitos e buscar ajuda especializada é o primeiro passo para recuperar não apenas o controle urinário, mas também a autonomia, a autoconfiança e a qualidade de vida”, conclui Dra. Karin Anzolch.
Referência:
*https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29106747/
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