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17/11/2025

Veja o que foi destaque no terceiro dia do CBU 2025

Tags: CBU 2025

Tumores renais e quando definir a remoção parcial do rim

Dr. Ketan Badani, diretor de Cirurgia Robótica do Mount Sinai Health System, explorou os limites e desafios da nefrectomia parcial (NP), um procedimento cirúrgico para remover tumores renais preservando o restante do rim. A complexidade de um caso é determinada por dois fatores principais: a complexidade do tumor e a complexidade do paciente.

Complexidade do tumor: Inclui tumores de grande tamanho, localização desafiadora (próximos ao hilo renal), tumores endofíticos (que crescem para dentro do rim), e para casos com alterações como rins em ferradura.

Complexidade do paciente: Engloba pacientes com cirurgias prévias, necessidade de repetir uma nefrectomia parcial no mesmo rim, vários focos, comorbidades como Doença Renal Crônica (DRC), ou presença de trombo tumoral.

Dr. Badani enfatizou a importância da padronização dos procedimentos para garantir consistência, reduzir a variabilidade nos resultados e melhorar a segurança do paciente. O controle de qualidade contínuo é essencial para refinar técnicas, reduzir complicações e aprimorar o treinamento de novos cirurgiões.


Tratamento adjuvante para câncer de rim: quem são os melhores candidatos?

Dr. David Muniz, oncologista clínico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e Hospital Sírio-Libanês, discutiu o cenário do tratamento adjuvante (pós-cirúrgico) para o câncer de rim, com foco em identificar os pacientes que mais se beneficiam dessa abordagem.

Contexto do câncer de rim

No Brasil, segundo dados do Globocan 2020, o câncer de rim representa 11.971 novos casos e 4.753 mortes anualmente. Cerca de um terço dos pacientes já apresenta metástases ao diagnóstico, e um quarto dos casos localizados terá uma recidiva ou volta da doença.

Pacientes com carcinoma de células claras, o tipo mais comum de tumor, localizado e com risco intermediário-alto têm altas taxas de recorrência. O tratamento adjuvante com Imunoterapia (Inibidores de Checkpoint; ex. Pembrolizumabe) reduziu o risco de recorrência e aumentou o tempo de vida do paciente.


Como a inteligência artificial pode mudar o tratamento do câncer de bexiga

Dr. Arnulf Stenzl, secretário-geral da Associação Europeia de Urologia (EAU), apresentou uma palestra sobre o impacto transformador da Inteligência Artificial (IA) no manejo do câncer de bexiga, desde pesquisa científica até a prática clínica e cirúrgica.

Aplicações da IA no câncer de bexiga:

Científica: A IA é crucial para gerenciar o volume massivo de informações. Com mais de 38 milhões de publicações no MEDLINE/PubMed entre 2015-2025, ferramentas de IA podem realizar extração de dados relevantes de forma rápida e precisa. Uma pesquisa de 2022 revelou que 80% dos urologistas não conseguem encontrar facilmente respostas para questões complexas na literatura, um problema que a IA pode solucionar.

Clínica: A IA pode combater a Síndrome do Esgotamento Profissional (burnout), que atinge 54% dos urologistas. Ferramentas de IA podem automatizar a criação de notas clínicas a partir de informações inseridas pelo paciente antes da consulta, liberando o médico para focar na conversa com o paciente e realizar o exame físico, personalizando mais adequadamente o plano de tratamento. Isso reduz o trabalho administrativo e melhora a eficiência do profissional.

Técnica cirúrgica: A IA está impulsionando a "Cirurgia 4.0". Ela permite a diferenciação de tecidos por meio de sensores multissensoriais (mecânicos, elétricos, ópticos) e viabiliza a navegação intraoperatória precisa, reconstruindo a cena cirúrgica endoscopicamente para guiar o cirurgião.

Para o paciente: A IA pode criar materiais de didáticos para compreensão da doença, facilitando a tomada de decisão compartilhada entre médico e paciente.

Desafios e visão futura:

Dr. Stenzl alertou para os riscos, como as "alucinações" da IA (informações factualmente incorretas). A IA não deve ser vista como um substituto para o urologista, mas sim como um suporte essencial para suas atividades. Ela auxilia na extração precisa de conhecimento, no diagnóstico, na integração de dados do paciente e na comunicação, permitindo que o urologista lide melhor com a complexidade individual de cada caso.


Cirurgias de uretra: dicas e truques para a reconstrução

Dr. Gustavo Wanderley, coordenador do Departamento de Urologia Reconstrutora do Hospital Getúlio Vargas-SUS/PE, compartilhou sua experiência e dicas práticas para o tratamento cirúrgico das estenoses de uretra, uma condição complexa e desafiadora.

Dicas essenciais para o sucesso cirúrgico:

1. Definir a etiologia: Entender a causa da estenose é o primeiro passo.

2. Avaliação pré-operatória completa: Investigar a função sexual, o status de continência e realizar exames de imagem como a uretrocistografia miccional (UCM). Alinhar as expectativas com o paciente é fundamental.

3. Preparo adequado: O princípio cirúrgico é anastomosar (unir) segmentos saudáveis da uretra.

4. Material adequado: Dispor de todos os instrumentos necessários é crucial.

5. Medir o espaço doente ("Gap"): Marcar o ponto exato da estenose e medir o comprimento do defeito a ser corrigido.

Os objetivos primordiais da reconstrução da uretra posterior são restaurar a função uretral permitindo urinar pelo pênis (patência) e preservar o controle da urina (continência), com o mínimo prejuízo à função sexual residual do paciente.

Texto: Dr. Henrique Vieira


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