Exclusivo associados

Efetue login para acessar todo conteúdo exclusivo para associados da SBU.

Dados não conferem. Por favor, tente novamente.
Ainda não é associado? Clique aqui
14/08/2017

Fratura peniana está relacionada à posição no ato sexual

“(…) a ‘fratura’ peniana só acontece se o paciente estiver com o pênis ereto e ocorrer um trauma. Em praticamente todos os casos, a fratura acontece quando o paciente está tendo uma relação sexual”

Tratamento consiste em cirurgia com sutura da região lesionada

O pênis não tem osso, portanto, não cabe se falar em “fratura peniana”. No entanto, devido à utilização muito frequente dessa denominação, o termo acabou se popularizando. Para explicar melhor a “fratura peniana”, temos que saber um pouco o que é a ereção.

Na realidade, a ereção é um acúmulo de sangue em duas estruturas chamadas de corpos cavernosos. São dois cilindros, como se fossem duas “câmaras de ar” paralelas. Quando o pênis fica ereto, essas câmaras estão cheias de sangue a alta pressão. Fazendo correlação entre uma câmara de ar e o corpo cavernoso, pode-se dizer que a borracha da câmara de ar é a túnica albugínea do corpo cavernoso.

Quando ocorre um trauma no pênis ereto e a força aplicada na túnica albugínea é muito grande, ocorre a laceração desta estrutura e o indivíduo perde imediatamente a ereção. Ocorre a saída de sangue dos corpos cavernosos e se forma um hematoma muito grande no pênis. Geralmente, o paciente refere que escuta um “estalo”, que seria o som do rompimento da túnica albugínea.

Como se observa, a “fratura” peniana só acontece se o paciente estiver com o pênis ereto e ocorrer um trauma. Em praticamente todos os casos, a fratura acontece quando o paciente está tendo uma relação sexual. Raros são os casos em que o trauma acontece durante a masturbação.

Em artigo científico publicado recentemente, observou-se que, na grande maioria dos casos, esse trauma acontece quando a mulher está por cima do homem. O homem deitado e a mulher sentada sobre o pênis do parceiro.

Durante o intercurso sexual, o pênis sai da vagina e, no momento da penetração, por algum motivo, como por exemplo a mulher se mexeu, o pênis não entra na vagina e é traumatizado de encontro ao períneo ou qualquer outra parte da mulher. Ocorre, assim, o trauma, gera uma força muito grande na túnica albugínea, que se rompe e ocasiona o extravasamento de sangue gerando o grande hematoma.

Parece que a fratura é mais fácil de ocorrer quando o homem apresenta ereção com rigidez parcial, favorecendo o encurvamento do pênis, maior tração da túnica albugínea e consequente laceração do corpo cavernoso.

O tratamento é cirúrgico. A laceração da túnica albugínea precisa ser fechada através de uma sutura com fios (costura) e o paciente deve permanecer sem ter relações sexuais por, pelo menos, quatro semanas.

Portanto, a fratura peniana é um evento bastante traumático para o paciente e sua parceira. Conhecendo melhor o mecanismo da laceração da túnica albugínea, pode-se evitar esse transtorno tomando alguns cuidados, principalmente relacionados à posição durante o ato sexual.

Dr. Adriano Fregonesi – Campinas, SP

Veja também:

03/08/2026

Infertilidade masculina no TARGET

O TARGET do dia 1º de agosto apresentou o tema "Infertilidade masculina: avaliação diagnóstica e manejo baseado em evidências".

leia mais
31/07/2026

Cistectomia radical e preservação vesical no SBU em Casa

O SBU em Casa do dia 30 de julho abordou o tema "Cistectomia radical vs preservação vesical: para onde caminham as diretrizes".

leia mais
30/07/2026

Parceria SBU/APU envia urologista e residente para intercâmbio em Portugal

Por meio da parceria entre a SBU e a Associação Portuguesa de Urologia (APU), a urologista Dra. Júlia Duarte de Souza (MG) e o residente Dr. João Guilherme Brunca (SP) foram selecionados para um intercâmbio em Portugal.

leia mais

Este site usa cookies

Leia nossa política de privacidade. Se estiver de acordo, clique em aceitar para autorizar o uso de cookies.

Aceitar